0

PRIVATIZAÇÕES DO PT

Foto: Tuca Pinheiro

Após passar anos e anos demonizando as privatizações, o PT rende-se à realidade de que o governo não possui capacidade de investimento para dotar o país da infraestrutura necessária para manter o crescimento econômico e, portanto, precisa dos investimentos da iniciativa privada. Diagnóstico tardio que nos custou 10 anos de investimentos não realizados que dificultam nosso desenvolvimento.
Envergonhados do tamanho do erro histórico que cometeram, os petistas ainda relutam em admitir o óbvio: transferências de prestação de serviços públicos para a iniciativa privada são privatizações. Concessão é apenas o nome técnico-administrativo.
A presidente Dilma anunciou, num grande evento publicitário, um pacote de concessões de rodovias e ferrovias que totalizarão 133 bilhões em investimentos nos próximos 25 anos. Segundo cálculos do economista Cláudio Frischtak, da Inter.B Consultoria, isso representa apenas 6% do que o país precisa para se modernizar, que seria aumentar o nível de investimento no setor dos atuais 2% para 4% do PIB. Além de insuficiente, o anúncio do pacote foi muito parecido com os anúncios grandiloquentes do PAC-1 e do PAC-2. Os investimentos anunciados não foram realizados e as obras não foram concluídas, vide a situação da transposição do rio São Francisco e da ferrovia Norte/Sul que eram prioridades, por exemplo.
O governo Lula já havia privatizado algumas rodovias. A experiência foi um fracasso. Após 4 anos, as concessionárias só investiram 10% do previsto, apesar de já cobrarem pedágios desde a concessão. A duplicação da BR-101, entre Niterói e a divisa com o Espírito Santo, trecho 176,6km, não foi concluída. A duplicação da rodovia Régis Bittencourt, no trecho da Serra do Cafezal em São Paulo, famosa pelos acidentes e mortes, também não foi concluída. Ao anunciar que manterá esse mesmo modelo de concessão, não há razão para acreditar que o resultado será diferente da mera promessa.
Foi anunciada também a criação de mais uma estatal, a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), para gerenciar o programa de concessões. Como o governo não consegue retomar o controle do Ministério dos Transportes e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) do loteamento político realizado no governo Lula, que resultou em escândalos de corrupção, o governo cria um novo órgão com mais orçamento e vários cargos para serem posteriormente loteados. O resultado é uma sobreposição de órgãos (8 ao total) e competências que torna a gestão estatal ainda mais disfuncional. Para completar, ainda criou uma empresa estatal de seguros para fornecer as garantias para as obras de infraestrutura.
O modelo das recentes privatizações dos aeroportos, cujas obras não começaram, já está sendo revisto. O governo agora quer a Infraero como sócia majoritária, o que demonstra, além da visão estatista ultrapassada, uma imensa falta de compreensão sobre a necessária estabilidade da regulação para atrair capitais privados. O PT faz privatizações, mas não consegue fazer direito. Pior é que não há nenhum indício de que agora será diferente, para infelicidade do país.

0

ENCONTRO DE FORMATURA VERSUS LUDIBRIAÇÃO POLÍTICA

Alguns jovens concludentes do 3º ano do Ensino Médio do CE Profª Marcelina Noia Alves reuniram-se para discutir sobre a festa de formatura, prevista para acontecer no encerramento do ano letivo. O episódio aconteceu na noite de 07 de Agosto de 2012, a partir das 20:00h na residência da professora Elza Maria. Era esperado aproximadamente 200 alunos. Compareceram um pouco mais de 50. O questionamento de representantes desses alunos foi: “se o encontro tem fins educativos e relacionados à formatura porque não aconteceu nas dependências da própria escola?”
Para algumas mães, a ideia era discutir sobre a festa e apresentar esses jovens a um grupo político, que supostamente patrocinaria toda a despesa. De acordo com a organização do evento, os gastos com a festa estava estipulado em torno de 15 mil reais. Para alguns concludentes esse recurso era insuficiente para organizar uma festa de qualidade.
Acredita-se na hipótese de que o grupo da oposição cobriria os gastos além das despesas supracitadas, com o objetivo de adquirir votos de alguns jovens e respectivamente de seus familiares. Houve momentos de turbulência a partir do posicionamento de mães muito bravas, que gostariam de entender o que estava acontecendo. Após esse momento muitas mães se ausentaram do local, levando seus filhos. Assim, a estratégia que para elas tinha propósitos político partidário não teve êxito porque alguns responsáveis e até mesmo uma parte dos alunos consideraram que havia também uma ação ludibriadora direta e indireta por parte dos organizadores.
Segundo informações de pessoas que pediram sigilo, a reunião estava prevista para acontecer na casa do professor Altemar Lima, onde supostamente estariam o deputado André Fufuca e o candidato a prefeito desta cidade, Fufuca. De acordo com o relato de uma mãe, essa reunião foi informada em horários diferentes. Para uns era as 20:00h e para outros, 21:00h.
Enquanto pais e mães aguardavam o início da reunião nas proximidades da casa do professor Altemar Lima, foram informados que houve um imprevisto e que por isso aconteceria na residência da professora Elza. Neste local, algumas pessoas foram solicitadas a se retirar da casa pela própria proprietária, que alegou movimento político partidário. Uma das mães criticou a atitude de Elza, justificando que estaria ali pra acompanhar as decisões do que se pretendia discutir (festa de formatura), visto que os educandos eram de menores.
Houve alguns tumultos tanto por alguns alunos, quanto por seus representantes. Para estes os princípios democráticos foram desrespeitados. Muitas mães e alunos questionaram o evento porque sentiram falta da diretora da escola e de outros professores que deveriam participar desse movimento. A diretora além de não ter participado autorizou os concludentes a deixarem a escola para participar da reunião.
Um aluno que pediu total sigilo e explicou que era membro de uma comissão para a organização e realização dessa festa e que já vinha contribuindo muito para esse fim. “Depois da comissão formada, alguns alunos se reuniram com o deputado André Fufuca e fizeram outra comissão, me ignorando do grupo e sem me comunicarem nada”. Disse um aluno muito irritado.